Ressonância magnética aumenta a precisão no diagnóstico de câncer de próstata

Escrito por Abgail Cardoso

 

Em qualquer situação, um diagnóstico preciso e definitivo feito por exames minimamente invasivos é sempre melhor. Quando se cogita a possibilidade de uma doença grave, é ainda mais importante, seja para tranquilizar o paciente em caso negativo ou para dar início imediato ao tratamento se a suspeita se confirmar.

Em várias situações, a ressonância magnética tem sido uma importante aliada para médicos e pacientes. “Não invasivo e com resultados mais precisos, esse método de imagem vem sendo cada vez mais utilizado e tem ajudado a mudar paradigmas na medicina diagnóstica. Nas suspeitas de câncer de próstata, por exemplo, trouxe maior segurança na indicação de biópsias, ao permitir a classificação de risco do paciente”, afirma Dr. Jacob Szejnfeld, CEO do CURA Imagem e Diagnóstico.

Segundo ele, realizada em equipamentos de ultra-alto campo 3 Tesla, a ressonância magnética representou um avanço importante para esclarecer suspeitas de câncer de próstata. Sem considerar o câncer de pele não melanoma, o de próstata é o tipo mais frequente na população brasileira, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, que estima 68.220 novos casos da doença em 2018.

Em evolução
Até por volta de 1990, a saúde da próstata era avaliada com o toque retal e a dosagem de PSA (antígenos específicos da próstata, que são produzidos por essa glândula mesmo quando ela está saudável). A elevação dessas moléculas no sangue pode ser, mas não necessariamente é, um sinal de problema mais sério, já que a prostatite e a hiperplasia prostática benigna também podem causar alterações nesses exames.

Nessa época, para tirar a dúvida, o médico não tinha alternativa senão encaminhar o paciente para uma biópsia intraoperatória, que era feita em ambiente cirúrgico. Uma primeira evolução importante no diagnóstico de câncer de próstata ocorreu, a partir de meados da década de 1990, com o uso do ultrassom por via retal (transretal) para guiar a biópsia, que permitiu a realização do exame em ambiente ambulatorial.

Havia, porém, um elevado número de pacientes que faziam o exame, mas apresentavam resultado negativo para câncer na biópsia, apesar das alterações no toque retal e/ou na dosagem de PSA. “Isso gerava uma pendência diagnóstica. Como a suspeita persistia, havia a necessidade da repetição sistemática da biópsia guiada por ultrassom. Para o paciente, era uma angústia não ter um resultado conclusivo. Gerou também uma inquietação para a medicina diagnóstica”, observa Dr. Szejnfeld.

Parte desses casos não era câncer, mas o resultado negativo poderia ocorrer por imprecisão na realização da punção, por se tratar de lesão muito pequena que não foi alcançada ou por ter uma localização de difícil acesso.

Novo padrão diagnóstico
O médico explica que a resposta definitiva para esse dilema veio com a realização da ressonância magnética multiparamétrica de próstata (RMMP), que permite uma avaliação morfológica e funcional. “O CURA tem tradição no diagnóstico de câncer de próstata e foi um dos pioneiros na realização desse exame no Brasil ”, afirma Dr. Szejnfeld.

Detecção de tumores ocultos
A primeira manifestação do câncer da mama pode ser o aparecimento de um gânglio axilar anômalo cuja biópsia revele neoplasia e a mamografia e a ultra-sonografia sejam normais. Nestes casos, a alta sensibilidade do exame de RM pode revelar a localização do tumor e permitir tratamento adequado (3).

Num primeiro momento, para a obtenção de imagens de boa qualidade era necessário o uso de uma bobina endorretal (introdução de um dispositivo na cavidade anal para melhor visualização da área a ser estudada). O padrão atual são os equipamentos de ultra-alto campo 3 Tesla, que dispensam a bobina endorretal e possibilitam detectar e localizar com precisão mínimas lesões, inclusive nas zonas periférica e de transição.

A tecnologia RMMP representou uma inversão nas etapas de diagnóstico de câncer de próstata. Casos suspeitos levantados por meio do toque retal e da dosagem de PSA são encaminhados, primeiramente, para ressonância magnética, cujo resultado traz uma classificação de risco. Dessa forma, apenas casos de alto risco realizam a biópsia guiada por ultrassom. Os de baixo risco saem do grupo suspeito. Os de nível médio poderão ser encaminhados para biópsia dependendo de outras condições, como existência de casos de câncer de próstata na família.

Outro benefício é a correlação das imagens da ressonância magnética com as imagens do ultrassom, ajudando a acessar com precisão a área onde está a lesão. “No padrão anterior, eventuais lesões muito pequenas ou de difícil acesso poderiam não ser visualizadas. A RMMP trouxe maior segurança para o médico e para o paciente”, conclui Dr. Szenfeld, lembrando que o CURA Imagem e Diagnóstico é o único serviço fora de hospitais que realiza ressonância magnética 24 horas por dia, todos os dias da semana.

 

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