Dia Nacional do Surdo - CURA

Dia Nacional do Surdo

Smiling deaf girl learning sign language at doctor's office

Existem 500 milhões de surdos no mundo. Até 2050, haverá pelo menos 1 bilhão em todo o globo.

Você sabia que o dia 26 de setembro foi escolhido como o Dia Nacional do Surdo?

Pois é, a data tem como objetivo fomentar a reflexão e o debate sobre os direitos e a inclusão das pessoas surdas na sociedade.

Segundo um levantamento da OMS – Organização Mundial da Saúde quase 30 milhões de pessoas sofrem com algum grau de surdez no Brasil. Deste número, 2,3 milhões possuem surdez total.

Outros dados de surdez no Brasil

  • 54% de homens e 46% de mulheres.
  • A predominância é na faixa de 60 anos de idade ou mais (57%).
  • 9% nasceram com essa condição e 91% adquiriram ao longo da vida
  • 87% não usam aparelhos auditivos
  • Apenas 7% têm ensino superior completo; 15% frequentaram até o ensino médio, 46% até o fundamental e 32% não possuem grau de instrução.

Fonte: Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda

Para nos aprofundarmos mais no assunto, é importante ressaltar que a perda ou ausência total da capacidade auditiva possui diversas causas, tipos e sintomas específicos.

Deficiência auditiva x Surdez

A audição é constituída por um sistema de canais que conduz o som até o ouvido interno. Tais ondas são transformadas em estímulos elétricos e enviadas ao cérebro – órgão responsável pelo reconhecimento daquilo que se ouve.

Assim, a deficiência auditiva é considerada algum grau de perda auditiva mesmo que, em algum momento a perda se torne total. Já a surdez é a ausência completa de audição.

Conheça as 4 classificações usadas para avaliar a dificuldade de ouvir e surdez:

  • Leve: dificuldade para ouvir um som ameno ou distante.
  • Moderada: só é possível ouvir sons de alta intensidade, podendo causar dificuldade na comunicação, atraso na linguagem e necessidade de leitura labial.
  • Severa: é necessário gritar para que a pessoa possa compreender o que está sendo dito.
  • Profunda: o paciente não tem nenhuma sensação auditiva, impedindo a comunicação e compreensão da fala.

Tipos de surdez

Surdez de condução

Caracterizado pela impossibilidade de ouvir, o quadro ocorre quando algo bloqueia a passagem de som para o ouvido interno, como o rompimento do tímpano ou infecções de ouvido, por exemplo.

Surdez Neurossensorial

É o tipo mais comum e ocorre devido ao comprometimento do ouvido interno, fazendo com que os efeitos sonoros do ambiente não cheguem ao cérebro. Esses casos podem ser ocasionados pela idade, exposição a som muito alto, dentre outros fatores.

Principais causas da Surdez

  • Medicamentos tomados durante a gestação
  • Envelhecimento
  • Hereditariedade
  • Infecções
  • Parto antes ou depois do tempo ideal
  • Exposição a som muito alto
  • Rompimento do tímpano

Surdos sinalizados X surdos oralizados X surdos bilíngues

Dentro das formas de comunicação eficientes de pessoas nessas condições, existem três grupos:

Surdos sinalizados

São aqueles que sinalizam e conversam por meio de gestos.

Esse grupo tem como primeira língua a Libras, podendo ou não compreender a língua portuguesa.

Surdos Oralizados

São aqueles que não usam a língua Libras ou sinais e se comunicam através da fala e escrita da língua portuguesa.

Surdos bilíngues

Já os que compõe esse grupo são aqueles capazes de realizar leitura labial para entender o que as outras pessoas estão dizendo. Eles também conseguem expressar-se verbalmente. Diante disso, possuem compreensão da língua portuguesa por terem frequente contato com as pessoas não-surdas, aprenderam assim o idioma. É o caso, também, de pessoas que se tornaram surdas por conta de algum acidente ou doença, depois de já terem sido alfabetizadas.

E os surdos implantados?

São pacientes que usam o chamado implante coclear. Trata-se de um dispositivo eletrônico que é parcialmente fixado no ouvido para proporcionar, a quem tem surdez, uma audição próxima daquela que é considerada normal.

Além de contar com parte da audição, os surdos implantados podem também fazer a leitura labial e entender Libras – Língua Brasileira de Sinais.

Sintomas

Atenção aos sinais!

A perda gradativa da audição pode ocorrer sem que a pessoa perceba a gravidade da situação, justamente porque os sinais muitas vezes são considerados amenos. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas como:

  • Dificuldade para se comunicar em lugares ruidosos;
  • Pedir para a pessoa repetir a fala com frequência;
  • Assistir televisão ou ouvir rádio com o volume muito alto;
  • Zumbido constante no ouvido;
  • Necessidade de leitura labial durante uma conversa.

Na presença dos sintomas acima destacados, procure um otorrinolaringologista.

Diagnóstico

Alguns exames específicos, além do clínico médico se faz necessário para o fechamento do diagnóstico do paciente. Dessa forma, os principais exames solicitados costumam ser:

·         Audiometria tonal e vocal

·         Audiometria de tronco encefálico

·         Triagem auditiva neonatal

·         Impedanciometria

Tratamentos

Hoje, com a evolução da medicina e com a ajuda de aparelhos ou implantes é possível aprimorar a audição e retomar a qualidade de vida do paciente com deficiência auditiva. Neste caso, o paciente é encaminhado para um fonoaudiólogo, responsável por avaliar a perda auditiva e recomendar o aparelho ideal.

Vale lembrar que o acompanhamento de uma equipe multiprofissional, incluindo otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, psicólogo e pedagogo no caso de crianças em fase escolar é essencial para os bons resultados e bem estar do paciente.

Inclusão

Aqui, a palavra-chave é acessibilidade: possibilitar que pessoas surdas se comuniquem, sejam entendidas e convivam coletivamente. Para isso, é fundamental que a sociedade, empresas, colégios e comércios em geral, contem com profissionais que possam se expressar através das Libras – Língua Brasileira de Sinais – colaborando com a fomentação e inclusão dos surdos na comunidade.

Outras maneiras de proporcionar a acessibilidade é através das legendas de conteúdo audiovisual e digitais. A boa notícia é que sites e redes sociais já contam com diversos recursos e funcionalidades para produção de materiais inclusivos na internet.

Quanto mais próximos estivermos, melhor! 😉

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Agora, confira o vídeo da nossa colaboradora Cristina Lourenço falando um pouco sobre o tema.