Luta contra a pandemia do novo coronavírus - CURA

Luta contra a pandemia do novo coronavírus

Na luta contra a pandemia causada pelo novo coronavírus, nunca é demais ressaltar os cuidados que devem ser seguidos para evitar a contaminação. Os principais são o isolamento social e a higiene, limpando sempre as mãos. Os coronavírus, na verdade, são uma grande família de vírus, já em circulação no Brasil. Causam resfriados comuns, mas também doenças mais graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS). As duas provocaram epidemias nos anos de 2004 e 2012, respectivamente. O novo coronavírus – denominado SARS-CoV2 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – e a doença por ele causada, covid-19, foram detectados inicialmente na cidade de Wuhan, na China. Acredita-se que tenha sido transmitido por morcegos, mas ainda se procura o animal que seria o hospedeiro intermediário entre o vírus e os humanos. Alguns estudos apontam que esse poderia ser o pangolim, uma espécie de tatu, mas isso não foi comprovado.

Veja o que se sabe até agora sobre a doença e algumas dúvidas da população.

Transmissão

Pode-se contrair o vírus por meio de gotículas que saem do nariz ou da boca de pessoas infectadas. A contaminação ainda é possível pelo contato com objetos e superfícies infectadas e pelo contato com pessoas infectadas ou com suspeitas de já estarem com o novo coronavírus, mas ainda não apresentam sintomas.

Sintomas

A covid-19 causa um quadro respiratório agudo, de dificuldade para respirar, associado a febre persistente, tosse seca, dor ou ardência na garganta. “Também pode apresentar sintomas sistêmicos como fadiga e queda do estado geral (sem energia). Mas habitualmente os sintomas que mais marcam a doença são a febre persistente, tosse e dificuldade para respirar”, diz o médico Charles Castro, responsável técnico pelo laboratório clínico de análises do CURA Imagem e Diagnóstico. Ele ressalta que 80% dos casos apresentam sintomas leves e os casos mais graves estão em torno de 5% do total. Os demais são de média complexidade. A doença pode levar cerca de 14 dias para ser debelada pelo organismo. 

Precaução

Higiene – lavar bem e constantemente as mãos com água e sabão, de forma correta, por pelo menos 20 segundos, ou passar álcool em gel, quando não for possível lavar. Isso deve ser feito sempre que chegar em casa, bem como após o uso de corrimão, botão de elevador, maçaneta e outros objetos de uso comum. Não coloque as mãos no rosto e as lave com água e sabão; se isso não for possível, passe álcool em gel. Atualmente, também está sendo recomendado que, ao chegar da rua, a pessoa tire os sapatos, deixando-os ou fora de casa ou em lugar separado em casa, e imediatamente tire as roupas e tome um banho. Essas roupas devem ser lavadas e os objetos trazidos de fora, higienizados.

Isolamento social – a chamada quarentena ajuda a evitar que o vírus eventualmente circule, o que combate a transmissão e contribui para conter a pandemia. “O isolamento é muito importante para diminuir a disseminação do vírus e eventualmente fazer com que o tempo do aparecimento de casos seja postergado. Isso dá ao sistema de saúde mais tempo para lidar com a doença. Se os 5% de casos mais graves surgirem em curto espaço de tempo, o sistema não terá capacidade para assistir os doentes”, afirma Castro. 

Distância – Se precisar sair para ir ao mercado ou à farmácia, mantenha distância interpessoal mínima de 2 metros e, em especial, de uma pessoa tossindo ou espirrando.

Objetos pessoais – não compartilhe objetos de uso pessoal e sempre os higienize bem.

Contato físico – evite abraço, beijo, aperto de mão e qualquer outra saudação que tenha contato físico.

Etiqueta respiratória – cubra o nariz e a boca com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar.

Ambiente – mantenha os ambientes bem ventilados.

Máscara – o Ministério da Saúde mudou a orientação e passou a recomendar o uso de máscara como mais um componente no combate ao vírus, o que não dispensa todos os outros cuidados. No entanto, no dia 6 de abril, a Organização Mundial de Saúde divulgou um documento reforçando que não há evidência científica que comprove que pessoas que não foram infectadas fiquem mais protegidas ao utilizarem máscaras. Ressalta, porém, que o uso por pessoas sintomáticas, pré-sintomáticas e assintomáticas pode realmente limitar a transmissão do vírus. Ela, no entanto, é imprescindível para os profissionais de saúde.

No trabalho – para quem é funcionário de serviço essencial e não está em quarentena, a indicação é separar uma caneta para uso exclusivo e higienizá-la periodicamente. As estações de trabalho devem ser constantemente higienizadas, bem como teclado e mouse de computador. Também deve higienizar as mãos após o contato com o relógio de ponto por biometria.

O que fazer se estiver com sintomas

Segundo o dr. Charles Castro, quem apresentar febre e tosse persistentes, sem sinais de falta de ar ou complicações respiratórias maiores deve ficar isolado por todo o tempo em que houver os sintomas, o que habitualmente ocorre entre sete e 14 dias. E tomar apenas remédios para baixar a febre e contra a dor.

“Na presença de sintomas com febre e tosse persistentes e sinais de gravidade como falta de ar, arrocheamento de dedos e lábios é importante que se busque atenção médica”, diz Castro. Numa situação desse tipo, a pessoa deve utilizar máscara.

A família ou as pessoas que tiveram contato com essa pessoa devem adotar uma quarentena voluntária por até 14 dias. Desta maneira, evitam a transmissão do vírus se eventualmente também estiverem infectadas.

Dúvidas 

Só os idosos formam o grupo de risco?

A doença pode afetar todas as faixas etárias. No entanto, os quadros mais graves são usualmente mais observados em indivíduos com mais de 60 anos e em pacientes com doenças pré-existentes, as chamadas comorbidades. Particularmente, diabetes mellitus, hipertensão, asma, bronquite, enfisema pulmonar. Ainda entram nesse grupo pacientes em tratamento contra o câncer. “É importante que pessoas do grupo se mantenham fora dos contatos sociais, pois a covid-19 poderá eventualmente ser mais grave para eles”, diz Castro. Vale ressaltar que pessoas fora dos grupos de risco também podem ser vítimas fatais da doença.

Tive contato com um caso suspeito. O que fazer?

Deve adotar uma quarentena de 14 dias, para ter a certeza de que não houve a transmissão, já que o período de incubação do vírus pode ser de até 14 dias. 

É preciso higienizar os produtos que compramos, inclusive alimentos?

Sim. Com água e sabão, se for possível, ou álcool em gel. Alguns alimentos podem ser mergulhados em água com gotas de água sanitária. Para cada litro de água, é indicado usar uma colher de água sanitária e deixar de molho por 15 minutos. Em seguida, é preciso enxaguar novamente em água corrente.

Posso ter o vírus, não apresentar sintomas e ainda assim transmitir o vírus?

Sim. Tem sido relatado que pessoas assintomáticas podem disseminar o vírus.

A efetividade do álcool 70% líquido é a mesma do álcool em gel?

O produto em gel é mais adequado para se aplicar no corpo, é mais agradável e permanece por mais tempo na pele. O álcool líquido escorre mais facilmente e, na teoria, poderia induzir menor efeito antimicrobiano. Lembre-se de que o uso do álcool em gel é indicado quando não é possível lavar as mãos com água e sabão.